Os pecuaristas precisam estar sempre atentos à eficiência devido à instabilidade das margens de lucro dos sistemas de produção. “Uma característica forte da pecuária de corte brasileira são os ciclos longos de produção”, explica João Benatti, gerente de produto para Ruminantes da Trouw Nutrition. “O pecuarista que mantém os animais por muito tempo na propriedade pode estar perdendo a oportunidade de maximizar os seus ganhos. Esse lucro não é por bonificações ou penalizações impostas por frigoríficos e sim no giro de capital, taxa de desfrute e lucratividade (R$/ha/ano) da propriedade”, explica.

 

João Benatti explica que em ciclos longos os animais serão abatidos com idade avançada, impactando não somente na receita do produtor rural, mas também na obtenção de carcaças e carne de qualidade para a indústria processadora.

 

“Para determinar o lucro é preciso realizar a conta de receita menos despesa”, diz. “O lucro só é maior quando aumenta a receita ou reduz a despesa. Mas aumentar a receita não é tão simples, principalmente em propriedades com baixa tecnologia. Da mesma forma, reduzir despesa pode impactar diretamente na queda da receita”.

 

O especialista da Trouw Nutrition recomenda aumentar a receita por meio do correto uso de tecnologias, as quais até podem aumentar as despesas, mas certamente aquém do incremento da receita. “Investimento em pastos e suplementos são vistos como de cortes primários, afetando todo o ciclo de produção. Mas essa estratégia potencializa o ganho e a eficiência alimentar, reduzindo o tempo para os animais atingirem o ponto de abate”, alerta Benatti.

 

Bovinos que ficam por longo período na propriedade também representam menor taxa de desfrute, ou seja, a porcentagem de animais abatidos em relação à quantidade de animais na propriedade. “Se a idade de permanência dos animais na propriedade é de 36 meses, a taxa de desfrute da propriedade é de 33%. Isso significa que a cada ano apenas 33% dos animais da fazenda geram receita. O desfrute aumenta significativamente com o uso de técnicas produtivas adequadas, chegando a mais de 80%”.

 

“Manter animais na fazenda custa dinheiro. Garantir a forragem em quantidade e qualidade é o primeiro passo para o sucesso do negócio. Depois, vem a suplementação (proteico, proteico energético ou energético), que pode ser planejada levando em consideração as características do pasto e suas mudanças ao longo do ano”, destaca o especialista.

 

Além de benefícios lucrativos com a redução do tempo de abate e o maior giro de capital na fazenda, ofertando produtos de qualidade, os pecuaristas podem ser beneficiados com os sistemas de bonificação de carcaças praticados pelos frigoríficos. “A suplementação é uma das ferramentas disponíveis de maior impacto, baixo custo e rápida adoção. Seu uso reflete-se diretamente na lucratividade dos pecuaristas, assim como de toda a cadeia da produção e do consumo de carne. Encurtar os ciclos de produção permite produzir mais carne na mesma área e somar ainda mais para a receita do pecuarista e a sustentabilidade”, complementa João Benatti.

UPL lança nematicida microbiológico Biobac para cana-de-açúcar

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Desafio da Pecuária Responsável recebe inscrição de mais de 70 projetos; ideia vencedora receberá prêmio de R$ 15 mil

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